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Técnica|
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Enredo: Como vai, vai bem? Veio a pé ou veio de trem?
Sinopse da Renascer de Jacarepaguá
Durante milhares de anos, o homem caminhou sobre a Terra. Hoje
alguns povos ainda se deslocam lentamente, passo a passo, como os
ciganos e peregrinos. Caminhar é o meio de locomoção mais antigo e
rudimentar.
Vencer longas distâncias carregando sua bagagem sobre os ombros, ou
arrastando-a. O peso aumentava e as dificuldades de carregar
artefatos, alimentos e utensílios, também. O transporte terrestre
cresceu com a domesticação dos animais, tais como cão, cavalo, rena,
burro, camelo, boi, búfalo, elefante, lhama, etc, pois o homem
percebeu que poderia usar a força animal para sua locomoção e o
transporte de carga. Uma mão na roda passam a ser os carros de boi,
as carroças, as carruagens. O conhecimento se funde e os bichos que
levavam o peso no lombo começam a puxar os primeiros veículos.
Picadas e trilhas viram caminhos e estradas. A viagem segue.
Até a era pré-moderna, as pessoas passavam uma vida inteira
restritas a viagens de poucos quilômetros. Para vencer pequenas
distâncias, atravessavam meses de viagem, em andanças intermináveis
que pouco influenciavam a mudança de paisagem.
Velas ao mar, o vento favorável conduzia a terras distantes, línguas
incompreensíveis, culturas diversas. As grandes navegações criaram
novas rotas, périplos perigosos; múltiplos trânsitos revelaram um
mundo desconhecido. As viagens científicas foram as primeiras a
traçar os mapas, desenhando e nomeando baías, enseadas, rios, montes
e praias.
Naus e caravelas enfrentam os perigos dos mares, onde realidade e
fantasia se confundem, tornando ainda maior o desafio: o medo dos
monstros marinhos, dos naufrágios e do fim do mundo na linha do
horizonte não impediu os navegantes de buscar ilhas desertas, terras
perdidas. Aportaram em outros cantos povoados por animais e plantas
exóticas, gente estranha. O interminável oceano conduziu os
viajantes a tantos outros mares, outros continentes, outras
culturas. Países invadidos, trocas culturais, científicas e
econômicas. Novos horizontes se abriram e o homem explorou o mar,
dominou a sua superfície, mergulhou no seu mundo silencioso e
escuro.
Esse desejo insaciável de explorar o desconhecido, ultrapassar
fronteiras e limites, levantou âncoras e asas. Poderiam os
navegantes que se orientavam através das estrelas imaginar que o
homem, séculos depois, estaria navegando pelos céus? Que todo o
conhecimento extraído das viagens náuticas seria utilizado para
cruzar os ares e pousar nas estrelas? Planos invertidos, os
navegantes dos céus contemplam os mares de suas aeronaves. Observam
o planeta azul e, mais uma vez, se emocionam com suas conquistas.
O ímpeto da vitória conduz a muitos lugares, produz visões e emoções
que só serão vivenciadas por aqueles que não temem o perigo, a
altura, a velocidade. Que paixão é essa que leva o homem a correr
riscos inaceitáveis em busca da superação? Movido pelo mesmo desejo
de descobrir novas emoções, o homem se desloca em motos envenenadas,
salta pelos ares em pára-quedas, coloca asas e experimenta um vôo
solitário. Pilota carros de alta tecnologia, em que uma fração de
segundos o separa do grito da vitória. Ciência e tecnologia são
investidas no ganho de melhor desempenho nas pistas.
Todo esse conhecimento, pouco a pouco, vai sendo incorporado ao
cotidiano. Os novos veículos criados permitem uma melhor locomoção e
os antigos caminhos se transformam em verdadeiras estradas, para
permitir acesso mais rápido entre cidades. Os carros deslizam nas
avenidas, se multiplicam. Correm histórias e identidades pelas
pistas. Passado e presente se sobrepõem nas ruas. Caminhos que
contam a história da humanidade. Um enredo que narra mais uma
paixão. Aquela que atravessa séculos conduzindo o homem chega à
Sapucaí: "Como vai, vai bem? Veio a pé ou veio de trem?" A Renascer
cruza a Avenida.
Carnavalescos: Paulo Barros e Paulo
Menezes
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